Pular para o conteúdo principal

12. Paraguai - Missões

Itinerário: Bella Vista, Obligado, Hohenau, Trinidade, Jesus de Tavarangue, Encarnacion.

Link fotos: Clique aqui

Deixei o hostel em San Ignacio-Arg logo cedo e antes do almoço estava na balsa e ja comprei pesos e guaranis. A diferença com a parte argentina eram as "dispensas" que no argentina se chamavam "kioscos" e as plantações de erva. Quando cheguei na rodovia as mudanças aumentaram. Havia muita gente andando em motos bem judiadas com  três pessoas e todos sem capacetes. Como as motos andava mais devagar, eles usavam o acostamento das estradas.


Minha passagem pelas primeiras cidades do Paraguai foi rápida pois queria chegar nas ruinas. Decidi ir primeiro em Jesus que fica 12km de Trinidad. Assim como as ruínas de  San Ignácio, as construções estavam conservadas e haviam algumas estatuas na igreja, mas o lugar estava com poucas pessoas. Haviam dois casais que estavam saindo quando cheguei e logo fiquei com um patrimônio da humanidade para mim.


Voltei para Trinidade e conheci as ruínas. Já era fim de tarde e acabei pedindo e acampando na parte administrativa das ruínas. Jantei em um restaurante próximo e fui deitar.


No dia seguinte fui tentar passar novamente para a Argentina por Encarnacion. Comi chipas (tipo pão de queijo) com cozido queimado (chá de mate solúvel) e segui. No caminho comprei ponkas na beira da estrada.


Neste trecho encontrei a primeira pessoa fazendo uma viagem de bicicleta: a Kumi, uma moça do Japão que começou em Cartagena na Colômbia estava indo até o Rio de Janeiro. Estava na estrada há cinco meses e andava com outra moça da África do Sul que estava um quilômetro atrás. Ja haviam passado na Colombia, Ecuador, Peru, Bolivia, Paraguai e entrariam no Brasil por Foz do Iguacu. Deu um ânimo ver gente fazendo a mesma coisa.


Logo cheguei em Encarnacion, a terceira maior cidade do Paraguai que é um ponto de compras para os Argentinos. A região central fervia com muitas lojas de muambas, gente para trocar dinheiro, vendendo de tudo. Aproveitei para comprar um filtro da lente da minha câmera que havia perdido.



Disseram-me que havia uma linha de trem que fazia a travessia e não se passaria de bicicleta pela ponte. Mas estava obscuro se poderia levar a bicicleta. Chegando na estação de trem que estava lotada, me i nfiltrei na multidão e consegui perguntar para um operador do trem que me disse sim. Assim comprei minha passagem por 5000 guaranis e procurei gastar o que havia sobrado com os ambulantes.



O trem parece um metro de São Paulo que cruza o rio Paraná que é muito largo naquele trecho. No outro lado há um controle igual ao de aeroporto com raio-x. Liberado andei um pouco por Posadas, uma cidade com a orla muito bonita. Havia muita gente caminhando, sentada em cadeiras de praia tomando sol e andando de bicicleta. Tive uma certa dificuldade de encontrar uma hospedagem por estavam todas cheias e eu sem como pesquisar na Internet. Acabei ficando no hotel Posta Norte por ARS360 que é um bom lugar.






Comentários

  1. Legal Puna, encontrar as mulheres que também estão fazendo algo igual a você. ... vqv

    ResponderExcluir
  2. Legal Puna, encontrar as mulheres que também estão fazendo algo igual a você. ... vqv

    ResponderExcluir
  3. Fala ai... verdade, depois encontrei mais um carinha e uma moça... abraco

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Resumo

O caminho começou em Pindamonhangaba-SP no dia 30 de abril de 2016 e terminou em Curitiba-PR em março de 2017, somando pouco mais de 16.000 quilômetros pedalados. A rota foi planejada dado os seguites lugares chave: Serra Catarinense e Gaúcha, ruínas Jesuítas, Buenos Aires, Mendoza, Santiago, Pucon, Bariloche, Carreterea Austral, Glaciar Perito Moreno, Ushuaia. A partir daí tracei quais estradas eu iria passar pensando em outros lugares bonitos e estradas mais tranquilas. Esse é o tipo de viagem que não há um destino: a vivência do dia-a-dia era o que eu procurava. Meu amigo Kolb pedalou comigo por 8 dias e depois segui sozinho.  Minha bagagem ficava acomodada em alforges apoiadas no bagageiro da bicicleta além de itens que ficavam sobre o bagageiro e alguma coisa fixada no garfo.  Levei os seguintes itens: Mudas de roupas e agasalhos para o frio seguindo o conceito de camadas (segunda pele, fleece, corta-vento e capa de chuva) Kit de cozinha com uma panela, espiriteira a alco...

04. Paraná - Rota dos Tropeiros

Terminei o caminho Polo Cuesta em Campos de Holambra na cidade de Paranapanema e segui rumo ao estado do Paraná, passando por Itapeva e Itarare. Mudei o planejamento para evitar os 10km da rodovia Raposo Tavares até a cidade de Itaí. Sobe a rota dos tropeiros no trecho do estado do Paraná, segue no fim do post o link que explica sua história. Como não encontrei uma rota para o caminho, montei o meu conforme as estradas e o tempo disponível. Cheguei em Senges-PR pela cidade de Itarare-SP. Logo após a divisa dos Estados, segui um roteiro para conhecer a cachoeira do Corisco. Foi uma subida leve de 12 quilômetros, mas que valeram a pena. Chega-se em um mirante onde temos a vista da cachoeira e alguns cânions. No dia seguinte fui para a cidade de Jaguariaíva pela rodovia. O trecho foi com tendência de subida e o tempo estava bem fechado. O legal da cidade foi uma fábrica  antiga dos Matarazzo toda em tijolo a vista. No dia seguinte fui para a cidade de...

46. Punta Arenas a Ushuaia

Na cidade há um morro onde se vê a cidade por cima e é possível ver que os telhados das casas tem várias cores (dizem que para quebrar o cinza do tempo quase sempre nublado). Outra coisa da cidade é que uma zona franca com um shopping grande vendendo de tudo. Fiquei um dia para ir na zona franca e comprar a passagem de balsa para atravessar o estreito de Magalhães e chegar na Terra do Fogo que custou cerca de R$32. O próximo trecho seria chegar em Porvenir por balsa e pedalar em estrada de terra até a cidade de Rio Grande na Argentina 220km depois. Haveria o controle de fronteira e um pequeno parque onde pinguins vivem. A travessia foi tranquila e demorou pouco mais de 1h terminando na cidade de Porvenir. Atravessei a cidade e continuei por estrada de terra. Exceto pelas cidades e vilas, a ilha é praticamente deserta. Acampei em uma praia da baia Inútil No dia seguinte fui alcançado pelo Robin e Evald mais uma dupla de italianos. Os italianos seguiram na frente enqu...