Na cidade há um morro onde se vê a cidade por cima e é possível ver que os telhados das casas tem várias cores (dizem que para quebrar o cinza do tempo quase sempre nublado). Outra coisa da cidade é que uma zona franca com um shopping grande vendendo de tudo.
Fiquei um dia para ir na zona franca e comprar a passagem de balsa para atravessar o estreito de Magalhães e chegar na Terra do Fogo que custou cerca de R$32.
O próximo trecho seria chegar em Porvenir por balsa e pedalar em estrada de terra até a cidade de Rio Grande na Argentina 220km depois. Haveria o controle de fronteira e um pequeno parque onde pinguins vivem.
A travessia foi tranquila e demorou pouco mais de 1h terminando na cidade de Porvenir. Atravessei a cidade e continuei por estrada de terra. Exceto pelas cidades e vilas, a ilha é praticamente deserta. Acampei em uma praia da baia Inútil
No dia seguinte fui alcançado pelo Robin e Evald mais uma dupla de italianos. Os italianos seguiram na frente enquanto aproveitei a companhia dos alemães até que encontramos um ponto de ônibus em formato de casa ótimo para pernoitar.
Neste lugar encontrei o Caio, um capiau de Poços de Caldas muito divertido que estava viajando de bicicleta pela América do Sul. Ela já havia passado por Ushuaia e estava subindo em direção a Punta Arenas e iria subir o Chile.
Pela manhã nos despedimos e segui com os alemães para o parque onde é possível ver uma colônia de pinguins-rei. Neste ponto o Robin se separou pois ia fazer o caminho mais rústico até Rio Grande. Eu continuei com o Evald pela principal que estava sendo asfaltada e com vento a favor.
Não tardou a chegarmos na fronteira onde entraríamos na Argentina. Ficamos no controle do lado Argentino onde há um quarto para viajantes sem custo. Este lugar haviam vários ciclistas e conheci um grupo com 3 pessoas da Espanha que começaram a pedalar na Colômbia e estavam encerrando sua viagem.
No dia 21 de janeiro deixamos a aduana e continuamos pela Ruta 3 Argentina que nos levaria diretamente a Ushuaia. Até a cidade de Rio Grande o pessoal andou junto e daí cada um seguiu seu rumo: o trio espanhol resolveu pernoitar na cidade, os dois italianos continuaram na frente e eu acompanhei o Evald.
Já sabíamos da padaria em Tolhuin que recebia ciclistas então definimos o destino para lá. O vento estava ajudando mas foi cansativo andar 180km em um dia. Pessoalmente eu ficaria um camping que passamos, mas resolvi seguir o Evald que parecia um tanto decidido a encerrar a viagem dele. Ele havia começado em Santiago e terminaria em Ushuaia.
Finalmente chegamos na padaria que disponibiliza dois quartos e um banheiro para os ciclistas ficarem além de uma área comum coberta. Não fica no mesmo predio da padaria e o lugar é bem agradável. Encontrei bastante gente de várias partes do mundo.
Tirei o dia seguinte de folga mas o Evald seguiu viagem. Chegou o Robin e o pessoal espanhol. Encontrei também um italiano meio maluco que encontrei em El Chalten e descobri que ele foi de El Chalten para Rio Gallegos diretamente. Havia uns franceses e uma moça do Japão. Foi um dia para conversar, comprar mantimentos e descansar.
Foi neste dia que comprei a passagem de avião de Ushuaia para Buenos Aires, com uma antecipação de 10 dias. Ficou mais caro mas era o que tinha.
Pedalei até o lago escondido onde já sabia de um camping. Como choveu um pouco pela manhã, então sai depois do almoço, mas durante todo o dia garoava e depois parava. O dia estava mais frio (imagino 10 graus) mas foi tranquilo. O lago Escondido tem vários pontos de camping e quando cheguei havia um ocupado por um casal pedalando.
Na manhã seguinte continuei agora numa subida longa e no final pode-se ver o lago. Logo depois a descida que passava por um local de ski e alguns lugares de trekking. Não tardou e cheguei no portal de Ushuaia. Era um marco importante, mas queria mais viagem.
Já na cidade procurando algum hostel percebi que os valores estavam mais altos. O valor das diárias estava perto de R$100. Consegui meio que por sorte achar um hostel (que estava cheio) mas que tinha uma área de camping onde paguei R$35. Fiquei apenas um dia pois queria ir acampar no parque nacional Terra del Fuego.
Andei uns 15km até a entrada do parque onde se paga uma taxa de R$35 e eu poderia acampar lá por até 3 dias sem outros custos. São três ou quatro locais de camping bem legais e em todos haviam pessoas acampando. Nesses dias fiz algumas trilhas e pedalei até o final da Ruta 3 que termina dentro do Parque. Finalmente voltei para a cidade e fiquei no mesmo hostel/camping onde fiquei mais 2 dias até meu voo.
Esses últimos dias em Ushuaia foi muito bom pois o pessoal do hostel estava bastante aberto para conversar. Estava o italiano maluco (de El Chalten e Tolhuin), um casal italiano, um carinha Argentino, estes últimos mochilando.
Finalmente era o dia do voo para Buenos Aires. Fui de bicicleta para o aeroporto, desmontei e empacotei com uma lona de nylon. Amarrei os alforjes para formar um objeto e despachei sem problemas pela Latam pagando R$100 de sobrepeso e deixei o fim do mundo / patagônia para trás.
Fiquei um dia para ir na zona franca e comprar a passagem de balsa para atravessar o estreito de Magalhães e chegar na Terra do Fogo que custou cerca de R$32.
O próximo trecho seria chegar em Porvenir por balsa e pedalar em estrada de terra até a cidade de Rio Grande na Argentina 220km depois. Haveria o controle de fronteira e um pequeno parque onde pinguins vivem.
A travessia foi tranquila e demorou pouco mais de 1h terminando na cidade de Porvenir. Atravessei a cidade e continuei por estrada de terra. Exceto pelas cidades e vilas, a ilha é praticamente deserta. Acampei em uma praia da baia Inútil
No dia seguinte fui alcançado pelo Robin e Evald mais uma dupla de italianos. Os italianos seguiram na frente enquanto aproveitei a companhia dos alemães até que encontramos um ponto de ônibus em formato de casa ótimo para pernoitar.
Neste lugar encontrei o Caio, um capiau de Poços de Caldas muito divertido que estava viajando de bicicleta pela América do Sul. Ela já havia passado por Ushuaia e estava subindo em direção a Punta Arenas e iria subir o Chile.
Pela manhã nos despedimos e segui com os alemães para o parque onde é possível ver uma colônia de pinguins-rei. Neste ponto o Robin se separou pois ia fazer o caminho mais rústico até Rio Grande. Eu continuei com o Evald pela principal que estava sendo asfaltada e com vento a favor.
Não tardou a chegarmos na fronteira onde entraríamos na Argentina. Ficamos no controle do lado Argentino onde há um quarto para viajantes sem custo. Este lugar haviam vários ciclistas e conheci um grupo com 3 pessoas da Espanha que começaram a pedalar na Colômbia e estavam encerrando sua viagem.
No dia 21 de janeiro deixamos a aduana e continuamos pela Ruta 3 Argentina que nos levaria diretamente a Ushuaia. Até a cidade de Rio Grande o pessoal andou junto e daí cada um seguiu seu rumo: o trio espanhol resolveu pernoitar na cidade, os dois italianos continuaram na frente e eu acompanhei o Evald.
Já sabíamos da padaria em Tolhuin que recebia ciclistas então definimos o destino para lá. O vento estava ajudando mas foi cansativo andar 180km em um dia. Pessoalmente eu ficaria um camping que passamos, mas resolvi seguir o Evald que parecia um tanto decidido a encerrar a viagem dele. Ele havia começado em Santiago e terminaria em Ushuaia.
Finalmente chegamos na padaria que disponibiliza dois quartos e um banheiro para os ciclistas ficarem além de uma área comum coberta. Não fica no mesmo predio da padaria e o lugar é bem agradável. Encontrei bastante gente de várias partes do mundo.
Tirei o dia seguinte de folga mas o Evald seguiu viagem. Chegou o Robin e o pessoal espanhol. Encontrei também um italiano meio maluco que encontrei em El Chalten e descobri que ele foi de El Chalten para Rio Gallegos diretamente. Havia uns franceses e uma moça do Japão. Foi um dia para conversar, comprar mantimentos e descansar.
Foi neste dia que comprei a passagem de avião de Ushuaia para Buenos Aires, com uma antecipação de 10 dias. Ficou mais caro mas era o que tinha.
Pedalei até o lago escondido onde já sabia de um camping. Como choveu um pouco pela manhã, então sai depois do almoço, mas durante todo o dia garoava e depois parava. O dia estava mais frio (imagino 10 graus) mas foi tranquilo. O lago Escondido tem vários pontos de camping e quando cheguei havia um ocupado por um casal pedalando.
Na manhã seguinte continuei agora numa subida longa e no final pode-se ver o lago. Logo depois a descida que passava por um local de ski e alguns lugares de trekking. Não tardou e cheguei no portal de Ushuaia. Era um marco importante, mas queria mais viagem.
Já na cidade procurando algum hostel percebi que os valores estavam mais altos. O valor das diárias estava perto de R$100. Consegui meio que por sorte achar um hostel (que estava cheio) mas que tinha uma área de camping onde paguei R$35. Fiquei apenas um dia pois queria ir acampar no parque nacional Terra del Fuego.
Andei uns 15km até a entrada do parque onde se paga uma taxa de R$35 e eu poderia acampar lá por até 3 dias sem outros custos. São três ou quatro locais de camping bem legais e em todos haviam pessoas acampando. Nesses dias fiz algumas trilhas e pedalei até o final da Ruta 3 que termina dentro do Parque. Finalmente voltei para a cidade e fiquei no mesmo hostel/camping onde fiquei mais 2 dias até meu voo.
Esses últimos dias em Ushuaia foi muito bom pois o pessoal do hostel estava bastante aberto para conversar. Estava o italiano maluco (de El Chalten e Tolhuin), um casal italiano, um carinha Argentino, estes últimos mochilando.
Finalmente era o dia do voo para Buenos Aires. Fui de bicicleta para o aeroporto, desmontei e empacotei com uma lona de nylon. Amarrei os alforjes para formar um objeto e despachei sem problemas pela Latam pagando R$100 de sobrepeso e deixei o fim do mundo / patagônia para trás.














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