O caminho polo cuesta fica no interior de São Paulo e tem cerca de 400km. O caminho passa pelas cidades de Areiópolis, Pratânia, São Miguel, Botucatu, Anhambi, Conchas, Bofete, Pardinho, Itatinga e Paranapanema.
Segue o site do projeto: http://www.polocuesta.com.br/portal/
Dia 1. Areiópolis a Botucatu
Fiquei hospedado no hotel Portal, bem na entrada da cidade. Como já havia conhecido a cidade no dia anterior, começei do portal da cidade.
O dia estava nublado e no dia anterior choveu. Portanto a estrada de terra estava encharcada, mas não tinha barro. Mesmo assim segurava bastante a bicicleta.
Todo o caminho para Pratânia foi entre plantação de cana,sem demarcação e cheio de bifurcações, o que deixa impossível de se fazer sem um GPS.
A cidade de Pratânia tem danceterias country e muitas lojas de acessórios de couro como botas e jaquetas. Deve ser o point dos cowboys.
O trecho até São Miguel passa por plantações de cana e eucaliptos. Pelo caminho encontrei poucas pessoas, as vezes alguns cortadores de cana.
Em São Miguel almocei e segui em outra plantação de cana. Depois apareceu uma descida muito forte onde tive que empurrar pois a estrada estava muito ruim.
Depois foi uma subida longa até Botucatu, que me fez chegar as 17:00h cansado.
Fiquei hospedado no hotel Columbia bem no Centro, mas tive dificuldades para achar um lugar para jantar. Na avenida do Centro quase tudo fecha as 18h. Acredito que tenha um Centro Novo com mais opções.
Distância: 82km
Dia 2. Botucatu a Anhembi
O dia começou com uma garoa e fazia um pouco de frio. Esperei um pouco e 9h parti já sem chuva.
Desci uma serra logo de cara em estrada de terra. O caminho tem vários morros sem grandes dificuldades.
Pelo caminho se encontra muita plantação de eucaliptos com muitas bifurcações que te obriga a sempre conferir o GPS.
A cidade tem um camping mas por causa do tempo muito fechado acabei optando pelo hotel. Fiquei no hotel Divino na praça principal.
Distância : 44km
Dia 3. Anhembi a Conchas
Quando acordei na madrugada percebi que estava chovendo. Prevendo a estrada encharcada imaginei que fazer duas cidades seria inviável. Pela manhã a situação era a mesma e acabei saindo mais tarde.
Depois do café a chuva havia passado e fui ver o rio Tietê. Ali o rio não é escuro como em São Paulo.
O caminho seguia por trás da cidade já em estrada de terra e já estava cheio de lama. Isso não seria ruim, mas como havia muita areia, minha bicicleta mal conseguia andar. Muitas vezes tive que empurrar em trechos planos.
Passei por uma grande plantação de eucaliptos que dava uma boa luz para fotos. Depois para meu alívio segui por um leito plano desativado de trem. A partir do bairro Juquiratiba o caminho foi por asfalto.
Tive dois pneus furados nesse dia.
Em Conchas fiquei na pousada Harmonia.
Distância: 52km.
Dia 4. Conchas a Bofete
Um pouco cansado do dia anterior, acabei saindo quase 9h e o primeiro trecho me fez desistir de chegar em Pardinho. Diferentemente das estradas anteriores que tinham muita areia, esta era argilosa-grudenta-movediça-suplício-para-ciclista, empurrei auns bicicleta com dificuldades por 3 quilômetros.
A continuação foi tranquila depois, mas tive dois pneus furados que me atrasaram um pouco. Conclusão que cheguei 15:15 e acabei ficando em Bofete.
No caminho pude ver a Cuesta que ia subir no dia anterior para Pardinho.
Fiquei hospedado no hotel Gigante Adormecido bem perto da praça da matriz.
Dia 5. Bofete a Pardinho
Acordei por volta das 23h ouvindo um vendaval e pouco depois uma chuva forte. Foi assim de madrugada e pela manhã.
Por volta das 7:30h a chuva cessou e comecei o pedal. Os primeiros 10km foram em estrada de terra sem dificuldades. Depois começou a serra, onde já se via as três pedras.
Parei para almoçar num restaurante muito bom no caminho chamado Cantina da Figueira.
Começou a chover e parecia que não iria parar. Resolvi sair assim mesmo e encarei uma serra parecida com a de Ubatuba. Valeu a pena pó que lá encima a vista é bem legal da Cuesta.
Visitei a pedra do índio que fica em uma propriedade particular. É só entrar e chamar o tiozinho e pagar R $5,00. Você caminha em um pasto e de repente surge umas pedras e uma queda de 200m. Deste ponto há uma vista muito legal da região e das três pedras.
Depois o caminho para Pardinho foi tranquilo e me hospedei no hotel Avenida.
Dia 6. Pardinho a Itatinga
Pardinho é uma cidade bem pequena e gostosa de ficar, mas tive que seguir para Itatinga.
A estrada de terra já estava muito boa, diferente dos dias anteriores. Soube que haveria uma prova de mountain bike neste trecho na próxima semana e por isso encontrei muita gente andando ali.
Algum quilómetros depois desci a serra e cheguei na rodovia Castelo Branco. Segui um pouco nela e já entrei em uma estrada que passava no meio de uma plantação de eucalipto. Foi assim até chegar no asfalto que subia a serra para Itatinga.
Nesse momento tive sorte porque via muita chuva caindo no horizonte na minha esquerda.
Fiquei na pousada da D. Elza, uma senhora japa muito hospitaleira. Certa hora ela e um cliente ficaram contando histórias de cantores de música caipira que passaram ali, como Liu e Léu, Leu Canhoto, Cascatinha e Inhana, etc.
Dia 7. Itatinga a Paranapanema
O dia começou bastante frio, marcando 15 graus. Acabei esperando pelo almoço que começava a ser servido às 10h.
Quando cheguei na estrada de terra cheia de atoleiros desisti e resolvi ir pelo asfalto até um ponto que ambas se encontram.
Na estrada conversei com uma pessoa pedindo carona. Expliquei minha viagem e ele já conhecia a estrada de Santana do Livramento a Montevideu, onde devo passar.
Voltei para a estrada de terra e desci a serra por ela. Empurrei metade da descida pois era muito íngreme e tinha pedras soltas.
Depois o caminho volta para o asfalto e vai até a balsa que atravessa a represa de Jurumirim do Rio Paranapanema. Percebi que a água era bem limpa.
Cheguei na cidade uma 17h e fiquei numa pensão.
Dia 8. Paranapanema a Campos de Holambra
Este foi o último trecho do caminho Polo Cuesta e segui o caminho por uma estrada de terra até chegar na rodovia Raposo Tavares.
Andei um quilômetro na rodovia e foi terrível por causa do tráfego intenso de caminhões e não haver acostamento.
Felizmente cheguei na entrada de um bairro que me levou a Campos de Holambra. Este lugar foi outra surpresa legal. Haviam muitas casas bonitas, jardins cuidados e um museu da história do lugar.
Como meu caminho seguia para a cidade de Itaí pela Raposo Tavares, decidi ficar na cidade para alterar o roteiro e aproveitar melhor o lugar.
Resumo
Achei o caminho exigente principalmente por causa do terreno com muita areia e outros trechos com lama. Não existem muitas serras difíceis exceto para chegar em Botucatu, Pardinho e Itatinga.
Entre algumas cidades não se encontra um apoio como vendas.
O caminho deve ser seguido por GPS pois não existe placas indicativas.
Achei o caminho bonito e que vale a pena ser feito.
Segue o site do projeto: http://www.polocuesta.com.br/portal/
Dia 1. Areiópolis a Botucatu
Fiquei hospedado no hotel Portal, bem na entrada da cidade. Como já havia conhecido a cidade no dia anterior, começei do portal da cidade.
O dia estava nublado e no dia anterior choveu. Portanto a estrada de terra estava encharcada, mas não tinha barro. Mesmo assim segurava bastante a bicicleta.
Todo o caminho para Pratânia foi entre plantação de cana,sem demarcação e cheio de bifurcações, o que deixa impossível de se fazer sem um GPS.
A cidade de Pratânia tem danceterias country e muitas lojas de acessórios de couro como botas e jaquetas. Deve ser o point dos cowboys.
O trecho até São Miguel passa por plantações de cana e eucaliptos. Pelo caminho encontrei poucas pessoas, as vezes alguns cortadores de cana.
Em São Miguel almocei e segui em outra plantação de cana. Depois apareceu uma descida muito forte onde tive que empurrar pois a estrada estava muito ruim.
Depois foi uma subida longa até Botucatu, que me fez chegar as 17:00h cansado.
Fiquei hospedado no hotel Columbia bem no Centro, mas tive dificuldades para achar um lugar para jantar. Na avenida do Centro quase tudo fecha as 18h. Acredito que tenha um Centro Novo com mais opções.
Distância: 82km
Dia 2. Botucatu a Anhembi
O dia começou com uma garoa e fazia um pouco de frio. Esperei um pouco e 9h parti já sem chuva.
Desci uma serra logo de cara em estrada de terra. O caminho tem vários morros sem grandes dificuldades.
Pelo caminho se encontra muita plantação de eucaliptos com muitas bifurcações que te obriga a sempre conferir o GPS.
A cidade tem um camping mas por causa do tempo muito fechado acabei optando pelo hotel. Fiquei no hotel Divino na praça principal.
Distância : 44km
Dia 3. Anhembi a Conchas
Quando acordei na madrugada percebi que estava chovendo. Prevendo a estrada encharcada imaginei que fazer duas cidades seria inviável. Pela manhã a situação era a mesma e acabei saindo mais tarde.
Depois do café a chuva havia passado e fui ver o rio Tietê. Ali o rio não é escuro como em São Paulo.
O caminho seguia por trás da cidade já em estrada de terra e já estava cheio de lama. Isso não seria ruim, mas como havia muita areia, minha bicicleta mal conseguia andar. Muitas vezes tive que empurrar em trechos planos.
Passei por uma grande plantação de eucaliptos que dava uma boa luz para fotos. Depois para meu alívio segui por um leito plano desativado de trem. A partir do bairro Juquiratiba o caminho foi por asfalto.
Tive dois pneus furados nesse dia.
Em Conchas fiquei na pousada Harmonia.
Distância: 52km.
Dia 4. Conchas a Bofete
Um pouco cansado do dia anterior, acabei saindo quase 9h e o primeiro trecho me fez desistir de chegar em Pardinho. Diferentemente das estradas anteriores que tinham muita areia, esta era argilosa-grudenta-movediça-suplício-para-ciclista, empurrei auns bicicleta com dificuldades por 3 quilômetros.
A continuação foi tranquila depois, mas tive dois pneus furados que me atrasaram um pouco. Conclusão que cheguei 15:15 e acabei ficando em Bofete.
No caminho pude ver a Cuesta que ia subir no dia anterior para Pardinho.
Fiquei hospedado no hotel Gigante Adormecido bem perto da praça da matriz.
Dia 5. Bofete a Pardinho
Acordei por volta das 23h ouvindo um vendaval e pouco depois uma chuva forte. Foi assim de madrugada e pela manhã.
Por volta das 7:30h a chuva cessou e comecei o pedal. Os primeiros 10km foram em estrada de terra sem dificuldades. Depois começou a serra, onde já se via as três pedras.
Parei para almoçar num restaurante muito bom no caminho chamado Cantina da Figueira.
Começou a chover e parecia que não iria parar. Resolvi sair assim mesmo e encarei uma serra parecida com a de Ubatuba. Valeu a pena pó que lá encima a vista é bem legal da Cuesta.
Visitei a pedra do índio que fica em uma propriedade particular. É só entrar e chamar o tiozinho e pagar R $5,00. Você caminha em um pasto e de repente surge umas pedras e uma queda de 200m. Deste ponto há uma vista muito legal da região e das três pedras.
Depois o caminho para Pardinho foi tranquilo e me hospedei no hotel Avenida.
Dia 6. Pardinho a Itatinga
Pardinho é uma cidade bem pequena e gostosa de ficar, mas tive que seguir para Itatinga.
A estrada de terra já estava muito boa, diferente dos dias anteriores. Soube que haveria uma prova de mountain bike neste trecho na próxima semana e por isso encontrei muita gente andando ali.
Algum quilómetros depois desci a serra e cheguei na rodovia Castelo Branco. Segui um pouco nela e já entrei em uma estrada que passava no meio de uma plantação de eucalipto. Foi assim até chegar no asfalto que subia a serra para Itatinga.
Nesse momento tive sorte porque via muita chuva caindo no horizonte na minha esquerda.
Fiquei na pousada da D. Elza, uma senhora japa muito hospitaleira. Certa hora ela e um cliente ficaram contando histórias de cantores de música caipira que passaram ali, como Liu e Léu, Leu Canhoto, Cascatinha e Inhana, etc.
Dia 7. Itatinga a Paranapanema
O dia começou bastante frio, marcando 15 graus. Acabei esperando pelo almoço que começava a ser servido às 10h.
Quando cheguei na estrada de terra cheia de atoleiros desisti e resolvi ir pelo asfalto até um ponto que ambas se encontram.
Na estrada conversei com uma pessoa pedindo carona. Expliquei minha viagem e ele já conhecia a estrada de Santana do Livramento a Montevideu, onde devo passar.
Voltei para a estrada de terra e desci a serra por ela. Empurrei metade da descida pois era muito íngreme e tinha pedras soltas.
Depois o caminho volta para o asfalto e vai até a balsa que atravessa a represa de Jurumirim do Rio Paranapanema. Percebi que a água era bem limpa.
Cheguei na cidade uma 17h e fiquei numa pensão.
Dia 8. Paranapanema a Campos de Holambra
Este foi o último trecho do caminho Polo Cuesta e segui o caminho por uma estrada de terra até chegar na rodovia Raposo Tavares.
Andei um quilômetro na rodovia e foi terrível por causa do tráfego intenso de caminhões e não haver acostamento.
Felizmente cheguei na entrada de um bairro que me levou a Campos de Holambra. Este lugar foi outra surpresa legal. Haviam muitas casas bonitas, jardins cuidados e um museu da história do lugar.
Como meu caminho seguia para a cidade de Itaí pela Raposo Tavares, decidi ficar na cidade para alterar o roteiro e aproveitar melhor o lugar.
Resumo
Achei o caminho exigente principalmente por causa do terreno com muita areia e outros trechos com lama. Não existem muitas serras difíceis exceto para chegar em Botucatu, Pardinho e Itatinga.
Entre algumas cidades não se encontra um apoio como vendas.
O caminho deve ser seguido por GPS pois não existe placas indicativas.
Achei o caminho bonito e que vale a pena ser feito.



























Oiee!! Vendo, revendo e viajando junto com seus registros e suas fotos! Algumas parecem até pinturas!!
ResponderExcluirMas por enquanto a minha favorita é você com as Três Pedras!
Muitos sucessosss!!
Beijos, Li :)